13 de abril de 2006

O sucesso do homem no planeta é real, mas pode acabar muito em breve!
(nada como um pontapé inicial)
John Gray
Perspectivas "Cinzentas" S.A

Previsões do pensador inglês John Gray, 57 anos, professor de pensamento europeu na London School of Economics, retiradas de sua entrevista à revista Veja de 23 de novembro de 2005.

1. “O sucesso do homem no planeta é real, mas extremamente precário e muito mais curto que o de outras espécies, como os dinossauros, que dominaram o planeta por milhões e milhões de anos. Pode acabar muito em breve.”

2. “Do ponto de vista ético, o conhecimento é neutro, desprovido de valor — pode tanto nos levar a realizações maravilhosas quanto atender a propósitos terríveis.”

3. “Se a história se repete em seus aspectos éticos e políticos, como eu acredito, haverá várias quebras nas bolsas de valores, ataques terroristas, guerras civis, mudanças de regime e talvez até outras guerras mundiais.”

4. “Mesmo que a tecnologia se desenvolva a ponto de levar o homem à imortalidade, as instituições e a sociedade na qual vivemos não são imortais, um dia acabarão”.

5. “É completamente possível que a genética chegue à clonagem humana, talvez não tão já, mas daqui a cinqüenta anos. Eu faço uma predição: se isso se realizar, a tecnologia será usada por terroristas e organizações criminosas para criar seres humanos insensíveis à piedade e à simpatia, e soldados ou assassinos que jamais precisam dormir. Não duvido que a genética traga muitos benefícios para a humanidade, erradicando distúrbios, carregando deficiência e curando doenças. Mas é claro que a genética pode, também, ser usada no desenvolvimento de novas armas e na perpetuação de mais genocídios.”

6. “O conhecimento não liberta o homem, apenas aumenta seu poder — um poder que pode ser usado para o bem ou para o mal. Nesse ponto, sou um pessimista: o futuro da humanidade será igual a seu passado, só que com mais conhecimento.”

7. “A necessidade de acreditar que o futuro será melhor é uma ilusão.

Ultimato, edição 299, 2006

Um comentário:

Thiago disse...

Olá Christie,

Realmente não é fácil discutir com o Guliherme, não sou filósofo. Porém, tenho certeza que muitos filósofos cristãos poderiam ter sérias restrições a esta maneira de relacionar fé e razão. Sinceramente, essa tentativa de construir uma Genebra conceitual pode resultar, a longo prazo, em um fundamentalismo de luxo. teologia não é só razão, possui importantes componentes artísticos e mitológicos.

Abraço, fique na Graça!!